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Homens no Telhado - 2026

Vinculado ao projeto de edital: Homens no Telhado

Processo: 00205/2026 | Data de entrada: 24/10/2026 | Situação atual: Aprovado
Produtor cultural: INDOMITA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA

Área/Segmento cultural: AUDIOVISUAL: Produção de cinema em LONGA-METRAGEM

Local de realização: ERECHIM


Identificação:

\\\"Homens no Telhado\\\" é um documentário de longa-metragem que parte de um acontecimento real para registrar a experiência de uma comunidade diante de um evento climático extremo. Por meio das histórias de moradores, trabalhadores, voluntários e agentes públicos, a obra acompanha os desafios da reconstrução e preserva a memória de um dos acontecimentos mais marcantes da história recente de Erechim.\\r\\nEm 23 de novembro de 2025, Erechim, cidade localizada no norte do Rio Grande do Sul, foi atingida por uma das mais severas tempestades de granizo de sua história. Em poucos minutos, pedras de gelo que chegaram a aproximadamente 10 centímetros de diâmetro provocaram uma situação de calamidade que afetou mais de 40 mil pessoas. A força do fenômeno transformou completamente a paisagem urbana e a rotina da cidade. Guindastes de pequeno e grande porte passaram a fazer parte do cotidiano, muitos deles vindos de outros municípios para atender a enorme demanda de reconstrução. Pilhas de entulhos acumuladas em frente às residências tornaram-se uma cena recorrente durante meses, enquanto milhares de telhados precisavam ser reconstruídos em diversos bairros. \\r\\nMas os impactos foram muito além das edificações. Centenas de veículos foram atingidos pelas pedras de granizo, muitos deles com danos irreparáveis e perda total. Oficinas mecânicas, chapeações, vidraçarias e empresas especializadas ficaram sobrecarregadas diante da quantidade de atendimentos necessários. Locadoras de veículos tiveram suas frotas severamente comprometidas, reduzindo drasticamente a disponibilidade de automóveis para a população. Em consequência, inúmeras famílias permaneceram por meses sem seus veículos, enfrentando dificuldades para trabalhar, estudar e retomar suas rotinas. A tempestade também atingiu hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais, plantações, espaços comunitários e importantes equipamentos públicos e culturais do município. \\r\\nPor meses, milhares de famílias conviveram com lonas improvisadas sobre suas residências e com a incerteza sobre quando suas vidas voltariam à normalidade. Ainda hoje, algumas edificações públicas e privadas permanecem em processo de recuperação. Entre elas está o Centro Cultural 25 de Julho, um dos maiores teatros do interior do Estado, que sofreu danos significativos, evidenciando a dimensão dos impactos provocados pela tempestade e a profundidade das marcas deixadas por aquele dia na história de Erechim.\\r\\nInserido em um contexto em que eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes no Rio Grande do Sul, o episódio vivido por Erechim revela os desafios sociais, humanos, econômicos e culturais impostos pelas transformações ambientais que vivemos atualmente. A experiência da cidade torna-se um ponto de partida para refletir sobre emergência climática, prevenção, adaptação e capacidade de resposta das comunidades diante de fenômenos cada vez mais recorrentes, evidenciando como um tema global impacta diretamente a vida das pessoas e dos espaços.\\r\\nA partir de imagens inéditas captadas desde os primeiros minutos da tempestade e ao longo do processo de reconstrução, a obra acompanha moradores, trabalhadores, voluntários, bombeiros, profissionais da saúde, integrantes das forças de segurança, agentes públicos e outras pessoas diretamente impactadas pelo acontecimento. Seus relatos revelam não apenas os prejuízos causados pelo granizo, mas também as diferentes formas como cada pessoa procurou compreender e dar sentido à experiência vivida. Entre explicações científicas, religiosas, históricas e culturais, emergem diferentes interpretações sobre um mesmo acontecimento, ao mesmo tempo em que são registrados os gestos de solidariedade, a mobilização coletiva e as formas de apoio que ajudaram a cidade a enfrentar aquele momento.\\r\\nHomens e mulheres que subiram aos telhados, organizaram mutirões, distribuíram lonas, acolheram famílias e encontraram formas de seguir em frente serão os protagonistas desta narrativa. Tendo como fio condutor a reconstrução de uma residência atingida pela tempestade, acompanhada desde os primeiros danos até a recolocação da última telha, o filme registra como um único evento extremo foi capaz de transformar a paisagem, a rotina e a memória coletiva de uma cidade inteira.\\r\\nCom imagens inéditas captadas em resolução 4K, planos-sequência que evidenciam a dimensão dos danos causados pela tempestade e um olhar voltado às histórias das pessoas que viveram aquele momento, \\\"Homens no Telhado\\\" busca preservar a memória de um dos acontecimentos mais marcantes da história de Erechim.\\r\\nO projeto prevê a produção de um documentário de longa-metragem com aproximadamente 80 a 90 minutos de duração, contemplando pesquisa, desenvolvimento de roteiro, entrevistas, edição, finalização, trilha sonora e recursos de acessibilidade. A obra contará com versão acessível contendo janela de Libras, legenda descritiva e audiodescrição, além de uma versão legendada em inglês, ampliando as possibilidades de circulação.\\r\\nConcluída a produção, o filme passará por um período inicial de circulação em festivais, previsto para ocorrer ao longo de aproximadamente 08 meses. Além de representarem importantes espaços de fruição, difusão e valorização da produção audiovisual, os festivais permitem que a obra alcance diferentes públicos e participe de circuitos especializados de exibição e debate. Entre os festivais de interesse estão o Festival Internacional de Cinema de Carazinho, o Festival de Cinema de Gramado, o É Tudo Verdade e o Festival de Cinema de Canoas, além de outros eventos nacionais e internacionais compatíveis com a temática da obra. Como diversos festivais adotam critérios de ineditismo para participação em suas mostras, a estreia pública do documentário ao público em geral, ocorrerá somente após o encerramento dessa janela inicial de circulação.\\r\\nAssim, encerrada essa etapa, serão promovidas quatro sessões gratuitas de lançamento em Erechim, sendo duas no Centro Cultural 25 de Julho, abertas à comunidade em geral, uma no Campus da UERGS Erechim e uma no Campus da UFFS Erechim. As sessões realizadas nas universidades também serão abertas ao público, priorizando a participação da comunidade acadêmica. Após cada exibição realizada nas universidades, será promovido um debate com a participação de coordenadores de cursos e/ou docentes de áreas afins à temática do documentário, promovendo uma reflexão interdisciplinar sobre os aspectos ambientais, sociais, culturais e humanos abordados pela obra e estimulando o diálogo entre universidade e comunidade.\\r\\nComo ação educativa e de formação de público, o projeto realizará, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Erechim, uma atividade de produção de desenhos envolvendo estudantes da rede municipal de ensino, em escolas e turmas previamente definidas em conjunto com a Secretaria. A atividade será desenvolvida a partir da contextualização do documentário, estimulando reflexões e expressões artísticas sobre a temática da obra sob uma perspectiva positiva, valorizando aspectos como solidariedade, cooperação, pertencimento e reconstrução coletiva. Os desenhos produzidos integrarão uma exposição durante as sessões de lançamento do documentário no Centro Cultural 25 de Julho, fortalecendo o diálogo entre cultura, educação e comunidade.\\r\\nComplementando as ações de democratização do acesso e conscientização ambiental, serão distribuídas mudas de espécies nativas ao público participante, disponibilizadas por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ao final das sessões de Erechim, incentivando reflexões sobre sustentabilidade, pertencimento e responsabilidade coletiva diante dos desafios ambientais contemporâneos.\\r\\nAo registrar as consequências da tempestade de granizo de 2025 e o processo de reconstrução vivido por seus moradores, \\\"Homens no Telhado\\\" preserva uma memória fundamental para Erechim e Rio Grande do Sul e contribui para o debate sobre os impactos humanos, sociais e culturais dos eventos climáticos extremos que vêm transformando a realidade de comunidades em todo o país.